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Recuperação judicial de produtor rural: BB vê banalização e risco de falência após o pedido
A inadimplência no crédito rural vem acompanhada de mais pedidos de recuperação judicial de produtores, embora o ritmo de novos pedidos tenha desacelerado recentemente. Um dos executivos do Banco do Brasil responsáveis pela área de agronegócios afirma que o instrumento foi banalizado no campo. Na avaliação dele, há casos em que o processo terminou em falência, com dívida bem maior que a original e perda superior à que o produtor teria numa negociação direta com os credores. Ele não rejeita a recuperação judicial: considera-a válida quando não existe outra saída. Critica, porém, o uso por quem tinha capacidade de pagamento, não procurou renegociar com os bancos ou não vendeu ativos que quitariam a dívida. Segundo os dados do banco, desde o segundo trimestre do ano anterior foram 875 processos de clientes, somando R$ 7,66 bilhões; só entre abril e junho deste ano, foram 167 ações, com R$ 1,45 bilhão envolvidos.
“É um instrumento legal que está colocado à disposição dos produtores, mas que, em alguns casos, virou um discurso fácil para não pagamento de dívidas.”Globo Rural
O que muda para a sua empresa
- Quem tem dívida rural pressionada precisa tratar a renegociação com bancos e fornecedores como primeira etapa, porque a recuperação judicial pode elevar o passivo e travar crédito novo, comprometendo o caixa das próximas safras.
- Ativos que não são essenciais à operação, como máquinas ociosas ou terras não produtivas, passam a ser uma alternativa de quitação a ser comparada, em números, com o custo total de um processo judicial.
- Credores tendem a olhar com mais rigor o histórico de tentativa de acordo, então o produtor que chega à mesa com fluxo de caixa projetado e proposta de prazo clara negocia em posição melhor do que quem chega sem dados.
O que fazer esta semana
- Montar o fluxo de caixa projetado até a próxima colheita, com vencimentos de dívida mês a mês, para saber o tamanho real do aperto.
- Listar os ativos que poderiam ser vendidos sem comprometer a produção e estimar quanto da dívida cada um quitaria.
- Procurar os principais credores para propor um novo cronograma de pagamento antes do vencimento, levando os números em mãos.
Fonte: Globo Rural, publicada em 25 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Globo Rural, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.