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Reforma Tributária7 min de leitura·

Impostos viraram prioridade do CFO: a sua empresa já simulou a Reforma Tributária?

Em resumo: entre os conhecimentos técnicos que os CFOs das maiores empresas do Brasil mais querem desenvolver, Impostos aparece em terceiro lugar (11,3%), atrás só de Fusões e Aquisições (14,2%) e Novos Negócios (12,3%); e só 1,9% o apontam como domínio técnico atual, segundo O Perfil do CFO no Brasil 2026 (FDC e Assetz, p. 65-67). O próprio estudo associa a menção a Impostos ao contexto de implementação da Reforma Tributária (p. 67). Se quem tem departamento tributário está estudando o assunto, a PME, que não tem, precisa fazer a parte que cabe a ela: simular. Abaixo, o que simular, em que ordem e quando chamar o contador ou um tributarista.

Faça a simulação com os números da sua empresa, grátis: simulador da Reforma Tributária.

O que o estudo mostra (e o que ele não diz)

Os CFOs foram perguntados sobre o conhecimento técnico a desenvolver. O resultado (p. 66-67):

Conhecimento a desenvolver% dos CFOs
Fusões e Aquisições14,2%
Novos Negócios12,3%
Impostos11,3%
Relações com Investidores10,4%
Controladoria8,5%

Já quando perguntados sobre o domínio técnico em que se consideram mais fortes, Impostos reúne 1,9% (p. 65), muito atrás de Tesouraria (24,5%) e Planejamento Financeiro (20,8%). Entre as empresas brasileiras, M&A e Impostos ganham ainda mais destaque na lista de prioridades (p. 67).

O estudo não diz que a Reforma Tributária seja a causa da resposta; diz que a menção a Impostos é "compatível com o contexto de implementação da Reforma Tributária" (p. 67). A leitura, portanto, é uma inferência, mas razoável: um CFO que passou a carreira em caixa, financiamento e planejamento tem agora de entender uma mudança que alcança preço, crédito e capital de giro. E os percentuais são de executivos de empresas com mais de R$ 1 bilhão de receita, não de PMEs.

Por que a Reforma mexe com a agenda do CFO

A transição de 2026 a 2033 troca cinco tributos sobre o consumo por dois, CBS e IBS, com crédito amplo sobre as compras, imposto "por fora" na nota e split payment. O calendário e as regras estão em Reforma Tributária para PMEs: o que muda em 2027. Para a função financeira, isso se desdobra em quatro frentes que um CFO costuma dominar, e que a PME também precisa de alguém para olhar:

O que a PME precisa simular

Em ordem de prioridade, com os números do seu DRE e da sua carteira:

  1. Preço por produto e por canal. Quanto o preço final muda para o consumidor e para o cliente empresa, e se a margem se mantém.
  2. Margem líquida de tributos. A carga líquida depois dos créditos, e não a alíquota de tabela.
  3. Créditos a recuperar e prazo. Quanto de crédito as compras geram, de quais fornecedores (o crédito depende do regime do fornecedor) e em quanto tempo ele vira caixa.
  4. Caixa e capital de giro. O efeito do split payment no seu fluxo de 13 semanas.
  5. Regime. O custo total em cada regime possível para o seu perfil de clientes (B2B ou B2C).

Passo a passo com o simulador gratuito

  1. Reúna o último DRE (receita, custos, compras de bens e serviços) e a divisão aproximada entre clientes empresas e consumidores.
  2. Abra o simulador gratuito do NexoTributário e informe o regime e o perfil de compras e vendas. A simulação de 2027 é livre; com um cadastro rápido, ela se estende à trajetória de 2026 a 2033.
  3. Anote três números: a carga líquida, a variação de preço necessária para manter a margem e o efeito no caixa.
  4. Leve esses números ao contador. Os resultados são estimativas para decidir, não substituem a apuração.

Se a sua empresa emite nota fiscal, vale também validar o preenchimento dos novos campos: IBS e CBS na nota fiscal: como validar o XML.

Quando chamar o contador e quando chamar um tributarista

A regra prática: simular é seu, validar é do contador, estruturar é do tributarista.

Perguntas frequentes

Por que Impostos é prioridade para CFOs de grandes empresas? No estudo, Impostos é o 3º conhecimento técnico que mais querem desenvolver (11,3%) e só 1,9% o têm como domínio atual (p. 65-67), em um contexto que o estudo associa à Reforma Tributária (p. 67).

A PME precisa simular a Reforma agora? Quanto antes, melhor: preço, regime e caixa dependem do resultado, e decisões de preço de 2027 em diante precisam de número. O simulador gratuito leva poucos minutos.

A simulação do NexoTributário substitui o contador? Não. Ela estima carga, preço e caixa para apoiar a decisão; o enquadramento e a apuração continuam com o contador.

A Reforma vai aumentar o imposto da minha empresa? Não há um efeito único. A carga total foi desenhada para ficar neutra; cada empresa pode pagar mais ou menos, conforme o regime, o setor, os fornecedores e o tipo de cliente. Só a simulação responde para a sua.

De onde vêm os números deste artigo? De O Perfil do CFO no Brasil 2026, FDC e Assetz, com 106 CFOs de empresas com receita acima de R$ 1 bilhão (p. 42-43). As páginas citadas ao longo do texto são as do relatório. Os percentuais descrevem esses executivos, não as PMEs. As regras da Reforma estão no artigo Reforma Tributária para PMEs; a lista do que simular e o passo a passo são do NexoCFO.

Valores, faixas de mercado e exemplos numéricos são de referência (outubro de 2026) e usam a empresa de demonstração do NexoCFO. Não constituem consultoria financeira, contábil ou tributária: confirme as decisões com o seu contador ou CFO.