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Liquidação da Cotribá: cooperativa gaúcha com passivo de R$ 1,4 bilhão aprova dissolução
Em assembleia realizada em 20/10, cerca de 400 dos 11.393 associados da Cotribá, cooperativa de Ibirubá (RS) fundada em 1911, aprovaram por unanimidade a dissolução voluntária e o início da liquidação extrajudicial. A instituição enfrenta uma grave crise financeira, com passivo estimado em R$ 1,4 bilhão, devido a bancos, fundos e produtores rurais. O caminho foi adotado depois que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de recuperação judicial, por entender que, sendo sociedade simples, a Cotribá não se enquadra nas regras previstas para sociedades empresárias. Pelo que foi aprovado, as operações comerciais continuam, nos mais de 60 pontos de negócios no estado. A gestão pretende avaliar ativos, renegociar as dívidas de forma centralizada e aliviar a pressão de cobranças e execuções judiciais. O liquidante será Sergio Strentzke, presidente executivo, que assumiu o comando após a renúncia da antiga diretoria.
O que muda para a sua empresa
- Quem vende a prazo para cooperativa ou a seus associados passa a ter risco de recebimento mais alto, e o caixa projetado dessas vendas deve ser revisto com um cenário de atraso ou perda parcial.
- A natureza jurídica do devedor muda o leque de proteção: sociedade simples ficou fora da recuperação judicial, então a PME precisa conhecer o enquadramento de grandes clientes antes de ampliar limite de crédito.
- Para produtores e empresas do agro com exposição à cooperativa, a renegociação centralizada tende a ser lenta, o que pede reserva de caixa e fontes alternativas de capital de giro enquanto o processo corre.
O que fazer esta semana
- Levantar o saldo a receber e a pagar com a Cotribá ou com clientes ligados a ela, separando o que vence nos próximos 90 dias.
- Revisar o limite de crédito e o prazo concedido a clientes de grande porte, incluindo cooperativas e sociedades simples, e registrar o enquadramento jurídico de cada um.
- Recalcular o fôlego de caixa com um cenário em que parte desses recebimentos atrase ou não seja paga.
Fonte: Globo Rural, publicada em 21 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Globo Rural, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.