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Preço do trigo sustentado por chuvas e dólar: o que muda no custo de padarias e indústrias
O clima desfavorável em regiões relevantes de produção de trigo no Brasil atrapalha a colheita e piora a qualidade do grão, segundo o Cepea. Com pouco trigo de melhor qualidade disponível, justamente o preferido pela indústria, e com o dólar voltando a subir, os preços no mercado de lotes seguem firmes, mesmo com as cotações internacionais em queda. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq para trigo pão ou melhorador marcou R$ 1.565,19 a tonelada, alta de 1,35% desde o começo do mês. No Rio Grande do Sul, o trigo brando foi a R$ 1.475,23 a tonelada, com avanço de 1,70% no período. A Conab praticamente manteve a estimativa nacional de produção, mas reduziu os números de São Paulo e Goiás; em São Paulo, parte da colheita não atingiu o padrão exigido para venda. Como falta trigo de qualidade, a dependência de importação continua alta: a Conab segue projetando 7,06 milhões de toneladas compradas fora em 2026, volume 15,1% maior que o de 2025.
O que muda para a sua empresa
- Moinhos, padarias, massas e biscoitos tendem a enfrentar custo de farinha firme, porque a escassez de trigo de qualidade e o dólar mais alto sustentam o preço mesmo com o mercado externo em queda.
- Quem não repassar a alta de insumo ao preço de venda vê a margem de contribuição encolher, e quem compra com prazo curto de pagamento e vende a prazo longo precisa de mais capital de giro para financiar o mesmo volume.
- Como a oferta de qualidade depende de importação em dólar, o custo da farinha fica exposto ao câmbio, e contratos de fornecimento sem cláusula de reajuste ou travas de preço transferem o risco para o caixa da PME.
O que fazer esta semana
- Recalcular a margem dos produtos à base de trigo com o custo atual da farinha e identificar quais itens precisam de reajuste.
- Pedir cotações a pelo menos dois fornecedores e negociar prazo ou volume fechado para travar preço nas próximas semanas.
- Projetar o capital de giro das próximas 13 semanas com a farinha mais cara e conferir se o prazo de pagamento aos fornecedores cobre o ciclo de venda.
Fonte: Globo Rural, publicada em 20 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Globo Rural, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.