Fim da escala 6×1 em dezembro: o que muda em custo, folha e preço para a PME do varejo
A Emenda Constitucional nº 141/2026, promulgada em 16 de outubro, encerra o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso e inicia uma transição. Na primeira etapa, a partir de meados de dezembro, o trabalhador passa a ter dois dias de repouso semanal remunerado e o teto da jornada cai de 44 para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, o limite chega a 40 horas, sem corte de salário. A mudança coincide com o período de maior movimento do varejo e dos serviços. A Abrasel projeta que restaurantes que ampliarem a equipe tenham folha cerca de 20% maior e cardápios reajustados entre 7% a 8%. A CACB estima impacto de aproximadamente R$ 3 bilhões na folha do comércio. Já o Sebrae mostra que 51% dos pequenos empreendedores ouvidos não previam efeito em seus negócios, mas a pesquisa é anterior à promulgação. As entidades ressaltam que são projeções, não aumentos confirmados: o resultado dependerá de contratação, negociação coletiva e produtividade de cada empresa.
“Quanto antes os empreendedores se planejarem, mais segura vai ser a atuação da empresa diante de qualquer cenário”Consumidor Moderno
O que muda para a sua empresa
- A folha tende a subir onde a operação precisa cobrir todos os dias da semana com a mesma equipe, e esse custo entra na margem já em dezembro, quando o caixa costuma estar mais folgado e mascara o efeito.
- O repasse ao preço só funciona se o cliente aceitar, então quem vende em mercado competitivo precisa simular quanto da alta absorve na margem e quanto repassa antes de reajustar tabela ou cardápio.
- Contratar temporários ou pagar horas extras antecipa desembolso, e janeiro, com demanda menor, pode apertar o caixa se a nova escala fixar custo sem receita equivalente.
O que fazer esta semana
- Mapear a escala atual por loja e por turno, identificando quantas horas e quantos funcionários faltam para cobrir os horários de pico com dois dias de descanso.
- Calcular o custo mensal adicional da folha em dezembro e nos 12 meses seguintes e compará-lo com a margem de contribuição de cada produto ou serviço.
- Projetar o fluxo de caixa de dezembro a março com o novo custo de pessoal para saber quantos dias o caixa aguenta em janeiro.
Fonte: Consumidor Moderno, publicada em 21 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Consumidor Moderno, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.