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INCC-M outubro: custo da construção sobe 0,35% e acumula 6,75% em um ano
O INCC-M, índice da FGV Ibre que mede o custo da construção, avançou 0,35% em outubro, ritmo superior ao de 0,25% do mês anterior. No acumulado de um ano, a alta chegou a 6,75%, um pouco acima dos 6,58% registrados na mesma comparação um ano antes. Em São Paulo, o ICC subiu 0,34% no mês e atingiu 7,60% no acumulado de um ano. Materiais e equipamentos aceleraram, de 0,17% para 0,41%, puxados por materiais para estrutura, que foram de 0,07% para 0,72%. Serviços também ganharam fôlego, com destaque para projetos. Já a mão de obra perdeu força: 0,27% em outubro contra 0,37% em setembro. Entre os itens, vidros e massa de concreto tiveram as maiores altas, enquanto conta de energia e materiais elétricos recuaram. Cinco das sete capitais pesquisadas aceleraram, entre elas São Paulo e Brasília; Recife desacelerou e o Rio de Janeiro repetiu a taxa.
O que muda para a sua empresa
- Contratos de obra e empreitada reajustados pelo INCC-M terão correção maior nas próximas parcelas, o que pressiona o desembolso mensal de quem contrata e melhora a receita de quem executa.
- Para construtoras e empreiteiras com orçamento fechado, a aceleração de materiais para estrutura, como concreto e blocos, corrói a margem da obra se o preço não tiver cláusula de reajuste.
- A desaceleração da mão de obra alivia só parte do custo, pois o peso dos insumos de estrutura tende a dominar o orçamento nas fases iniciais da obra.
O que fazer esta semana
- Revisar os contratos em andamento e conferir qual índice e qual mês-base de reajuste valem para cada um.
- Recalcular a margem das obras com orçamento fechado, usando o custo atualizado de concreto, blocos e vidros.
- Antecipar a compra de materiais para estrutura das próximas etapas, se o caixa permitir e o fornecedor aceitar travar o preço.
Fonte: Sinduscon-SP, publicada em 27 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Sinduscon-SP, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.