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Inadimplência recorde e gestão financeira da PME: 9,3 milhões de empresas devem, diz Serasa
A Serasa Experian registrou 9,3 milhões de empresas inadimplentes no Brasil em agosto, o maior número da série e 14,3% acima do mesmo mês do ano anterior. As micro e pequenas empresas respondem pela maior parte: 8,8 milhões de CNPJs e R$ 211 bilhões em dívidas negativadas. Cada uma dessas empresas devedoras carregava, em média, sete contas em atraso, com dívida média de R$ 23.902,98. Uma pesquisa inédita do mesmo instituto mostra que a gestão financeira é citada por 47% dos entrevistados como um dos principais motivos de fechamento de empresas, acima da carga tributária (40%) e da burocracia (34%). O preparo para crises de caixa varia com o porte: só 54% dos MEIs e microempresas dizem ter plano de contingência, contra 85% das médias. Segundo a economista-chefe da Serasa, a desaceleração do crescimento da inadimplência não indica alívio, porque o crédito segue caro e o caixa pressionado. A empresa defende projetar receitas e custos, com apoio de tecnologia, para antecipar desequilíbrios.
“O crédito continua caro, o caixa permanece pressionado e o ambiente segue especialmente restritivo para os negócios de menor porte”Consumidor Moderno
O que muda para a sua empresa
- Com a empresa média devedora acumulando sete dívidas em atraso, renegociar uma por vez tende a não bastar: o CFO da PME precisa consolidar todas as obrigações num único fluxo de caixa projetado e priorizar as de maior custo e maior risco operacional.
- A ausência de plano de contingência é o ponto mais frágil das menores empresas, então definir antes da crise um piso de caixa em dias de despesa e gatilhos de corte de custo protege o pagamento de fornecedores e folha.
- Com crédito caro e inadimplência recorde no mercado, o risco de atraso também vem de clientes, e acompanhar prazo de recebimento e concentração de carteira passa a ser parte da gestão de caixa, não só de cobrança.
O que fazer esta semana
- Listar todas as dívidas e contas em atraso com valor, taxa, vencimento e consequência de não pagar, ordenando por custo e criticidade.
- Montar uma projeção de caixa de 13 semanas com entradas e saídas, marcando as semanas em que o saldo fica abaixo do mínimo definido.
- Definir por escrito um plano de contingência com piso de caixa em dias e as três primeiras despesas a cortar ou adiar se as vendas caírem.
Fonte: Consumidor Moderno, publicada em 27 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Consumidor Moderno, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.