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Desenrola 3.0: chamamento a bancos e FIDCs para compra de dívidas pela União
O governo federal publicou, em edição extraordinária do Diário Oficial da União, a portaria com o edital que abre a terceira fase do Desenrola, chamada de Desenrola 3.0, na qual a União compra dívidas antigas. Bancos, demais instituições financeiras e fundos de direitos creditórios (FIDCs) têm cinco dias úteis para informar quais carteiras pretendem oferecer. O ministro da Fazenda estimou em R$ 90 bilhões o volume que pode aparecer, com custo máximo de R$ 9 bilhões, já que o programa exige desconto mínimo de 90%. Essa etapa não convida o consumidor a renegociar: serve para medir o interesse dos credores e separar o volume por faixas de renda. Depois da apresentação das carteiras, o governo define o leilão, previsto para novembro e sujeito a adiamento para o início de dezembro. Os credores que quiserem seguir adiante precisam ter carteiras dentro dos critérios e aceitar as condições mínimas de desconto.
O que muda para a sua empresa
- Por ora nada muda no caixa da PME, porque esta etapa só mede o interesse dos credores e não abre renegociação para consumidores, então não vale projetar aumento de recebimentos de clientes com base nela.
- Se a empresa vende a prazo para pessoas físicas, uma eventual limpeza de dívidas antigas dos clientes pode, mais adiante, alterar a inadimplência e a capacidade de pagamento da carteira, o que afeta a provisão para devedores duvidosos e o prazo médio de recebimento.
- Quem carrega dívidas bancárias deve tratar o programa como sinal de mercado e não como solução: o desconto mínimo exigido vale para carteiras compradas pela União, e não há garantia de que o credor da empresa participe do leilão.
O que fazer esta semana
- Mapear o saldo de clientes pessoa física em atraso há mais tempo e separar o que já está provisionado do que ainda conta como receita esperada.
- Revisar o fôlego de caixa com um cenário em que os recebimentos de clientes inadimplentes continuam zerados até dezembro, sem depender do leilão.
- Listar as dívidas da empresa por credor, taxa e prazo, para saber quais renegociar direto com o banco em vez de esperar por programa público.
Fonte: Agência Brasil – Economia, publicada em 22 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Agência Brasil – Economia, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.