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Split payment: testes da Reforma Tributária acendem alerta para o caixa das empresas
Testes com o split payment, mecanismo da Reforma Tributária em que o imposto é separado automaticamente no momento do pagamento, levantaram preocupação com o fluxo de caixa das empresas. Pela lógica do modelo, uma parcela do valor da venda não chega a passar pela conta do vendedor e segue direto para o governo, o que reduz o dinheiro disponível na operação. Hoje, muitas empresas recebem o valor cheio e recolhem os tributos depois, usando esse intervalo como um capital de giro informal. Com a retenção na origem, essa folga tende a diminuir, e a conta de prazos entre recebimento, pagamento a fornecedores e folha precisa ser refeita. O alerta vem dos testes, ou seja, antes da aplicação plena da regra, o que abre espaço para as empresas, sobretudo as pequenas e médias, simularem o impacto e ajustarem planejamento financeiro, preços e relacionamento com crédito.
O que muda para a sua empresa
- O imposto que hoje fica temporariamente no caixa da PME até o vencimento passa a ser retirado na hora do recebimento, então o capital de giro disponível encolhe mesmo sem queda de vendas.
- Empresas com margem apertada e prazo longo de pagamento a fornecedores sentem primeiro o efeito, porque deixam de contar com o imposto como financiamento de curto prazo.
- O fluxo de caixa projetado precisa separar receita bruta de valor líquido que realmente entra, sob pena de a empresa comprometer folha e fornecedores com dinheiro que já não é dela.
O que fazer esta semana
- Mapear, nas vendas dos últimos meses, quanto de tributo hoje é recolhido depois do recebimento e quanto de caixa sairia na hora com a retenção.
- Refazer o fluxo de caixa projetado com o valor líquido de impostos em cada recebimento e identificar as semanas mais pressionadas.
- Conversar com o contador e com o banco sobre como o split payment será operado e se há necessidade de linha de capital de giro.
Fonte: Testo Notícias, publicada em 29 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Testo Notícias, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.