NexoCFO › Radar › Infraestrutura rodoviária
Debêntures incentivadas: setor teme fim da isenção de IR em meio à alta demanda por crédito
O setor de infraestrutura teme que o governo federal acabe com a isenção de Imposto de Renda das debêntures incentivadas, num momento de grande necessidade de financiamento e de pressão fiscal. A captação com esses títulos subiu de R$ 67,8 bilhões em 2023 para R$ 178 bilhões em 2025. No ano passado, uma medida provisória que previa cobrar IR sobre esses rendimentos perdeu a validade sem votação no Congresso. Agora, o Tesouro nega que exista proposta concreta, inclusive sobre IOF, mas admite que estuda reduzir distorções tributárias entre produtos financeiros. Entidades como a Abdib defendem manter o benefício e alertam que a retirada poderia encarecer pedágio, energia e saneamento. O Ministério dos Transportes busca investidores estrangeiros e aposta nas debêntures de infraestrutura, criadas em 2024. Esse instrumento ainda enfrenta barreiras: o benefício depende de lucro tributável do emissor e há concorrência com títulos públicos de remuneração alta, com juros em 13,75% ao ano. A necessidade de captação em incentivadas para projetos já mapeados chega a cerca de R$ 92 bilhões.
“É absolutamente imperioso que se mantenha esse incentivo fiscal”Agência Infra
O que muda para a sua empresa
- Se a isenção cair, o custo de capital de longo prazo das concessionárias sobe, e esse aumento tende a chegar aos fornecedores e prestadores de serviço da cadeia de infraestrutura por meio de preços de contrato mais apertados e prazos de pagamento mais longos.
- Para a PME que vende ou subcontrata em obras e concessões, o risco se traduz em cronograma de licitações e desembolsos mais incerto, o que pede margem de segurança no fluxo de caixa e no capital de giro dos contratos de médio prazo.
- Com juros altos e debate tributário aberto, quem precisa de crédito deve comparar o custo efetivo total das propostas e evitar travar dívida longa sem simular cenários de taxa e de reajuste de contrato.
O que fazer esta semana
- Mapear os contratos da empresa ligados a concessões e obras públicas e estimar o impacto de um atraso de 60 dias nos recebimentos sobre o caixa.
- Comparar o custo efetivo total das propostas de crédito em aberto antes de assinar qualquer dívida de longo prazo.
- Revisar nas cláusulas de reajuste dos contratos de longo prazo qual índice corrige o preço e se ele acompanha o aumento de custo financeiro.
Fonte: Agência Infra, publicada em 5 de novembro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Agência Infra, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO (diretor financeiro).