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AgronegócioTendência··Por Equipe NexoCFO

Inadimplência rural: estudo do Cepea aponta custo da dívida, e não o tamanho, como causa

Estudo do Cepea-Esalq/USP analisou a alta da inadimplência no crédito rural e concluiu que o problema não está no volume da dívida frente à renda do produtor. A taxa de atraso entre pessoas físicas do agro passou de 0,8% em dezembro de 2022 para 9,7% em agosto de 2026, o maior nível registrado. Segundo os pesquisadores Lucilio Alves e Geraldo Barros, o passivo ficou mais caro, trocou de credor e passou a se concentrar em menos mãos. A hipótese principal é um descompasso: financiamentos de investimento tomados com as margens praticadas de 2020 a 2022 chegaram ao vencimento num momento de lucro menor nos grãos e de juros bem mais altos. Por isso, os autores avaliam que alongar prazos de forma geral não seria a saída; o caminho seria distinguir, fazenda a fazenda, problema de liquidez e problema de solvência. O trabalho reconhece lacunas nos dados, como a inadimplência por finalidade, as renegociações bilaterais e a dívida fora do sistema financeiro, e prevê medir em quais regiões e safras a receita cobre o custo total.

“Se isso estiver certo, a resposta não é o alongamento generalizado, mas a separação entre liquidez e solvência, caso a caso, com base nas contas da fazenda”Globo Rural

O que muda para a sua empresa

O que fazer esta semana

  1. Listar todas as dívidas por credor, taxa, vencimento e finalidade, marcando as que vencem na mesma safra.
  2. Comparar a parcela de cada financiamento com a margem por hectare projetada para a próxima safra, para separar liquidez de solvência.
  3. Simular o custo efetivo total de cada proposta de renegociação antes de aceitar alongamento de prazo.

Fonte: Globo Rural, publicada em 20 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.

Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Globo Rural, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.