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Créditos de CBS podem demorar até 63 dias e pressionar o capital de giro das empresas
Um levantamento da Roit, divulgado pela Contábeis, indica que o aproveitamento de créditos da CBS pode sofrer atrasos de até 63 dias. A leitura é que esse intervalo afeta o capital de giro das empresas, já que o imposto embutido nas compras de insumos e serviços só volta ao caixa depois que o crédito é reconhecido e utilizado. Na lógica do novo modelo de tributação sobre o consumo, a CBS é não cumulativa: a empresa abate do que deve o imposto já pago ao longo da cadeia. Quando o crédito demora a ser validado ou compensado, parte do desembolso fica travada, e o efeito aparece primeiro no fluxo de caixa, antes de aparecer na margem. O tema pesa mais para quem compra bastante e tem pouca folga de caixa, porque o dinheiro permanece imobilizado por mais tempo. No texto disponível, a fonte não detalha a metodologia do levantamento nem quais setores ficariam mais expostos.
O que muda para a sua empresa
- Se o crédito de CBS demora a ser aproveitado, o caixa financia o imposto das compras durante esse intervalo, e a necessidade de capital de giro sobe mesmo sem queda de vendas.
- Empresas com muitas compras tributadas e margem apertada sentem mais, porque o prazo extra de recuperação se soma ao prazo de recebimento dos clientes e alonga o ciclo financeiro.
- No planejamento, o crédito tributário deve entrar no fluxo de caixa com data estimada de recuperação, e não como redução automática do imposto a pagar no mesmo mês.
O que fazer esta semana
- Levantar o total mensal de compras de insumos e serviços que gerarão crédito de CBS e estimar quanto do caixa ficaria preso se a recuperação levasse 63 dias.
- Recalcular a necessidade de capital de giro somando esse prazo extra ao ciclo financeiro atual.
- Conversar com o contador sobre como será o controle e a comprovação dos créditos, para evitar atraso por falha documental.
Fonte: Contábeis, publicada em 27 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Contábeis, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.