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Preço do diesel acumula alta de 5% em dois meses e pressiona o custo logístico da PME
Levantamento da ValeCard, com base em transações em mais de 25 mil postos, mostra que o diesel segue em escalada: acumula cerca de 5% em dois meses e, em outubro, subiu 2,55% na média nacional, de R$ 7,333 para R$ 7,520 por litro. A alta atingiu 23 das 27 unidades federativas, com destaque para o Centro-Oeste e o Sul. A gasolina andou no sentido oposto: recuou 0,29%, para R$ 6,748, e ficou mais barata em 20 estados. O etanol subiu 0,52% na média, mas ganhou competitividade frente à gasolina, sobretudo no Nordeste. No pano de fundo, o governo mantém medidas para amortecer a pressão externa, entre elas a continuidade do subsídio de R$ 2,12 por litro ao diesel rodoviário, estendido por mais um mês. A ValeCard destaca que os movimentos variam bastante de um estado para outro.
O que muda para a sua empresa
- Para empresas de transporte, distribuição e agro, o diesel é custo variável direto: uma alta de cerca de 5% em dois meses corrói a margem de contratos de frete com preço fixo e sem cláusula de reajuste.
- Como o subsídio ao diesel rodoviário foi renovado só por prazo curto, o orçamento de combustível não deve assumir que o benefício continua, e o caixa precisa de folga para o cenário sem ele.
- A diferença de preço entre estados e entre combustíveis abre espaço para renegociar rotas, pontos de abastecimento e a escolha etanol versus gasolina na frota leve, reduzindo custo por quilômetro.
O que fazer esta semana
- Recalcular o custo por quilômetro da frota com o preço atual do diesel e comparar com o valor cobrado nos contratos de frete vigentes.
- Revisar contratos com clientes para incluir ou acionar cláusula de reajuste atrelada ao combustível.
- Simular a margem do próximo trimestre em dois cenários: com e sem a continuidade do subsídio ao diesel.
Fonte: Portal Logweb, publicada em 3 de novembro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Portal Logweb, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO (diretor financeiro).