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Seca no Tapajós reduz carga das barcaças e pressiona o custo logístico do agro
O Rio Tapajós, principal rota fluvial de escoamento de grãos do Arco Norte, enfrenta uma seca severa, e as barcaças já operam com cerca de metade da capacidade. Segundo a Aprosoja, o nível baixo da água obriga a carregar de 55% a 60% da capacidade, o que encarece a logística, sobretudo para exportadores. A dragagem de manutenção não saiu: a licitação, estimada em R$ 74,8 milhões, foi suspensa após protestos em Santarém, e o TCU condicionou seu avanço à licença prévia e à consulta às comunidades afetadas. O governo diz que pode usar o transporte rodoviário de forma complementar, mas não informou critérios nem prazos, e parte do trecho alternativo entre Miritituba e Santarém não é pavimentada. Desviar cargas para Santos e Paranaguá esbarra em corredores já pressionados. A hidrovia também abastece a região com fertilizantes, e a preocupação se volta à próxima colheita, a partir de janeiro. A Abiove defende dragagens planejadas em ciclos longos e a concessão das hidrovias.
“uso complementar do transporte rodoviário”Agência Infra
O que muda para a sua empresa
- Com a barcaça levando menos carga por viagem, o frete por tonelada tende a subir e a comprimir a margem de quem exporta ou compra grãos e insumos pelo Arco Norte, e esse custo deve entrar no preço antes de a safra de janeiro começar a ser escoada.
- Se o governo recorrer a caminhões ou se as cargas forem desviadas para outros portos, o prazo de entrega aumenta e o ciclo financeiro se alonga, o que eleva a necessidade de capital de giro de produtores, transportadores e fornecedores de fertilizantes.
- Como não há previsão de dragagem nem critérios claros para o plano rodoviário, a PME da cadeia deve trabalhar com mais de um cenário de custo logístico e de prazo de recebimento, em vez de apostar que a restrição termina logo.
O que fazer esta semana
- Simular o frete por tonelada em pelo menos dois cenários (hidrovia com carga reduzida e rodovia) e medir o efeito na margem de cada contrato.
- Revisar o prazo médio de recebimento e de pagamento dos contratos com entrega prevista a partir de janeiro e recalcular a necessidade de capital de giro.
- Pedir aos fornecedores de logística e de insumos cotações com cláusula de reajuste e prazo de entrega por escrito.
Fonte: Agência Infra, publicada em 3 de novembro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Agência Infra, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO (diretor financeiro).