NexoCFO › Radar › Economia e tributário
Transação tributária: Raízen fecha acordo com a Receita e a PGFN com R$ 8,5 bi de desconto
A Raízen, distribuidora de combustíveis e produtora de biocombustíveis, fechou uma transação tributária com a Receita Federal e a PGFN e comunicou o acordo ao mercado em 28 de outubro, por meio da CVM. O total de débitos envolvidos é de R$ 22,4 bilhões. Desse valor, R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade econômica da própria empresa, e R$ 5,7 bilhões ficam com os acionistas controladores. Sobre a parcela da companhia, o governo concedeu R$ 8,5 bilhões de abatimento em multas e juros, dentro dos limites legais. O saldo a liquidar ficou em R$ 8,2 bilhões. O pagamento combina o uso de R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais com R$ 2,5 bilhões à vista. A empresa classificou o acordo como etapa relevante do Plano de Recuperação Extrajudicial e como uma das condições prévias para a reestruturação financeira. O caso mostra a transação tributária como instrumento de regularização de passivos fiscais, em que o desconto atinge multas e juros, e não o tributo principal.
“A transação tributária abrange determinados débitos tributários perante a União, no montante total de R$ 22,4 bilhões.”Agência Infra
O que muda para a sua empresa
- Dívida fiscal com multa e juros pesa no caixa e pode ser renegociada: a transação tributária reduz o saldo, mas o acordo exige pagamento à vista e compensação com prejuízo fiscal, o que consome liquidez e créditos futuros.
- Prejuízos fiscais acumulados passam a ter valor financeiro concreto, pois podem quitar parte do débito e reduzir o desembolso em dinheiro, o que deve entrar no planejamento tributário e no fluxo de caixa da PME.
- Para a PME com passivo em dívida ativa, vale medir quanto do saldo é principal e quanto é multa e juros, porque o desconto incide sobre estes, e comparar o custo da transação com o de outras fontes de crédito.
O que fazer esta semana
- Levantar todos os débitos federais em aberto e separar o valor de principal, multa e juros de cada um.
- Conferir com o contador o saldo de prejuízos fiscais acumulados e se ele pode ser usado em uma transação.
- Simular o impacto de uma entrada à vista mais parcelas no fluxo de caixa das próximas 13 semanas.
Fonte: Agência Infra, publicada em 28 de outubro de 2026. Leia a matéria completa no veículo original.
Resumo editorial da Equipe NexoCFO a partir de reportagem publicada por Agência Infra, feito com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar (como produzimos o Radar). É conteúdo informativo: não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira, contábil ou tributária. Confirme as decisões com o seu contador ou CFO.